segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Método Científico

Método científico
A palavra método vem do grego méthodos, (caminho para chegar a um fim). O método científico é um conjunto de regras básicas para desenvolver uma experiência a fim de produzir novo conhecimento, bem como corrigir e integrar conhecimentos pré-existentes. Na maioria das disciplinas científicas consiste em juntar evidências observáveis, empíricas (ou seja, baseadas apenas na experiência) e mensuráveis e as analisar com o uso da lógica. Para muitos autores o método científico nada mais é do que a lógica aplicada à ciência (Haddad).
Metodologia literalmente refere-se ao estudo dos métodos e, especialmente, do método da ciência, que se supõe universal. Embora procedimentos variem de uma área da ciência para outra (as disciplinas científicas), diferenciadas por seus distintos objetos de estudo, consegue-se determinar certos elementos que diferenciam o método científico de outros métodos (filosófico, algoritmo – matemático, etc.).
O contexto de uma pesquisa
Primeiramente os pesquisadores definem proposições lógicas ou suposições (hipóteses) para explicar certos fenômenos e observações, e então desenvolvem experimentos que testam essas hipóteses. Se confirmadas, as hipóteses podem gerar leis e teorias. Integrando-se hipóteses de certa área em uma estrutura coerente de conhecimento contribuí-se na formulação de novas hipóteses, bem como coloca as hipóteses em um conjunto de conhecimento maior que são as leis e teorias reconhecidas consensualmente pela comunidade científica e/ou o paradigma de seu tempo.
Outra característica do método é que o processo precisa ser objetivo, e o cientista deve ser imparcial na interpretação dos resultados. Sobre a objetividade, ou seja, atente às propriedades do objeto e não do sujeito (subjetividade) é conhecida a afirmação de Hans Selye, pesquisador canadense que formulou a moderna concepção de stress: “Quem não sabe o que procura não entende o que encontra” referindo-se a necessidade de formulação de definições precisas (a essência dos conceitos) e que possam ser respondidas com o simples sim ou não. Tanto a imparcialidade (evidência) como a objetividade foram incluídas por René Descartes (1596 – 1649) nas regras lógicas que caracterizam o método científico.
Além disso, o procedimento precisa ser documentado, tanto no que diz respeito à fonte de dados como as regras de análise, para que outros cientistas possam re-analisar, reproduzir e verificar a confiabilidade dos resultados. Assim se distingue os relatos científicos (artigos, monografias, teses e dissertações) de um simples estilo (padrão) ou arquitetura de texto orientados pelo que caracteriza as normas da Retórica ou estudo do uso persuasivo da linguagem, em função da eloqüência.
É comum o uso da análise matemática ou estatística, quando possível, ou aproximação de modelos abstratos (tipos ideais) e categorias de classificação a depender do objetivo da pesquisa (identificar, descrever, analisar) que pode ser basicamente quantitativa ou qualitativa.
A divisão da ciência em áreas ou distintas disciplinas cientificas tem levado a tais adequações da metodologia. É comum a afirmação de que em função da evolução do método cientifico num extremo temos a física e química seguida da biologia e por último as ciências sociais, psicologia e ciências jurídicas quase se aproximando da filosofia e estudo das crenças (senso comum) ou ciências do espírito (sistemas mítico - religiosos).
Contudo pesquisadores contemporâneos vêem nessas duas abordagens uma oposição complementar, enquanto as pesquisas quantitativas visam descrever e explicar fenômenos que produzem regularidades mensuráveis são recorrentes (ou discrepantes) e exteriores ao sujeito (objetivos) na pesquisa qualitativa o observador (sujeito) é da mesma natureza que o objeto de sua análise e, ele próprio, uma parte de sua observação (o subjetivo).
É importante ter em mente que as pesquisas cientificas relacionam-se com um modelo (paradigmático) ou uma constelação de pressupostos e crenças, escalas de valores, técnicas e conceitos compartilhados pelos membros de uma determinada comunidade científica num determinado momento histórico.
Elementos do método científico
"Ciência é muito mais uma maneira de pensar do que um corpo de conhecimentos." - Carl Sagan
"...ciência consiste em agrupar factos para que leis gerais ou conclusões possam ser tiradas deles." - Charles Darwin

O método científico é composto dos seguintes elementos:

  • Caracterização - Quantificações, observações e medidas.
  • Hipóteses - Explicações hipotéticas das observações e medidas.
  • Previsões - Deduções lógicas das hipóteses.
  • Experimentos - Testes dos três elementos acima.

  • O método científico consiste dos seguintes aspectos:
  • Observação - Uma observação pode ser simples, isto é, feita a olho nu, ou pode exigir a utilização de instrumentos apropriados.
  • Descrição - O experimento precisa ser replicável (capaz de ser reproduzido).
    Previsão - As hipóteses precisam ser válidas para observações feitas no passado, no presente e no futuro.
  • Controle - Para maior segurança nas conclusões, toda experiência deve ser controlada. Experiência controlada é aquela que é realizada com técnicas que permitem descartar as variáveis passíveis de mascarar o resultado.
  • Falseabilidade - toda hipótese tem que ser falseável ou refutável. Isso não quer dizer que o experimento seja falso; mas sim que ele pode ser verificado, contestado. Ou seja, se ele realmente for falso, deve ser possível prová-lo.
  • Explicação das Causas - Na maioria das áreas da Ciência é necessário que haja causalidade. Nessas condições os seguintes requerimentos são vistos como importantes no entendimento científico:
    · Identificação das Causas
    · Correlação dos eventos - As causas precisam se correlacionar com as observações.
    · Ordem dos eventos - As causas precisam preceder no tempo os efeitos observados.
    Na área da saúde a natureza da associação causal foi formulada por Hence e adaptada por Robert Koch em 1877 para demonstração da relação causal entre microrganismos e patologias consistindo basicamente no enunciado acima ou seja: força da associação (conectividade); seqüência temporal (assimetria); transitividade (evidência experimental); previsibilidade/ estabilidade.
    Uma maneira linearizada e pragmática de apresentar os quatro pontos acima está exposto a seguir passo-a-passo. Vale a pena notar que é apenas um exemplo, não sendo obrigatório a existência de todos esses passos. Na verdade, na maioria dos casos não se segue todos esses passos, ou mesmo parte deles. O método científico não é uma receita: ele requer inteligência, imaginação e criatividade. O importante é que os aspectos e elementos apresentados acima estejam presentes.
  • Definir o problema.
  • Recolhimento de dados
  • Proposta de uma hipótese
  • Realização de uma experiência controlada, para testar a validade da hipótese
  • Análise dos resultados
  • Interpretar os dados e tirar conclusões, o que serve para a formulação de novas hipóteses.
  • Publicação dos resultados em monografias, dissertações, teses, artigos ou livros aceitos por universidades e ou reconhecidos pela comunidade científica.

Observe-se que nem todas as hipótese podem ser confirmadas ou refutadas por experimentos e que em muitas áreas do conhecimento o recolhimento de dados e a tentativas de interpretá-los já é uma grande tarefa como nas ciências humanas e jurídicas (criminologia).
O acidente
É comum considerar alguns dos mais importantes avanços na ciência, tais como as descobertas da radioatividade por Henri Becquerel ou da penicilina por Alexander Fleming, como tendo ocorrido por acidente, no entanto, o que é possível afirmar à luz da observação científica é que terão sido parcialmente acidentais, uma vez que as pessoas envolvidas haviam aprendido a "pensar cientificamente", estando, portanto, conscientes de que observaram algo novo e interessante.
Os progressos da ciência são acompanhados de muitas horas de trabalho cuidadoso, que segue um caminho mais ou menos sistemático na busca de respostas a questões científicas. É este o caminho denominado de método científico.
A hipótese
A Hipótese (do gr. Hypóthesis) é uma proposição que se admite de modo provisório como princípio do qual se pode deduzir pelas regras da lógica um conjunto dado de proposições, ou um mecanismo da experiência a explicar.
Literalmente pode ser compreendida como uma suposição ou pergunta, conjetura que orienta uma investigação por antecipar características prováveis do objeto investigado e que vale, quer pela confirmação através de deduções lógicas dessas características, quer pelo encontro de novos caminhos de investigação (novas hipóteses e novos experimentos).
No método científico, a hipótese é o caminho que deve levar à formulação de uma teoria. O cientista, na sua hipótese, tem dois objetivos: explicar um fato e prever outros acontecimentos dele decorrentes (deduzir as consequencias). A hipótese deverá ser testada em experiências laboratoriais controladas.Se, após muitas dessas experiências, os resultados obtidos pelos pesquisadores não contrariarem a hipótese, então ela será aceita como uma lei e integrada à uma teoria e/ou sistema téórico.

Feira de Ciências

Está chegando o dia da Feira de Ciências e Tecnologias. Com o tema "Evolução e Diversidade" muitos trabalhos científicos serão desenvolvidos, entre outros: Evolução da anestesia, Carbono 14, Evolução dos aparelhos de televisão, Reaproveitamento do lixo.

Você não pode ficar de fora.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Oficinas do RECIBENI



Produção de máscaras sob a coordenação do professor Williano.

























quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Aula 02- 3º Ano- Determinação do teor de álcool na gasolina.

Roteiro de Aula Prática de Química – Aula 02
3º Ano

Tema: Determinação do Teor de Álcool na Gasolina
Objetivos:
- Compreender o processo da extração do álcool pela água;
- Determinar o teor de álcool na gasolina;
- Realizar a separação dos líquidos.
- Calcular a densidade dos líquidos
Materiais e Métodos:
Teor de álcool na gasolina
- Meça 20mL de água em uma proveta e 20mL de gasolina em outra;
- Adicione a água à proveta contendo gasolina e tampe com uma rolha;
- Agite o conteúdo e anote o resultado.
- Separação de Misturas
-Colocar os líquidos no funil de decantação para realizar a separação;
- Densidade
-Zerar a balança com a proveta sobre ela;
-Adicionar o volume de água e álcool anotando o volume e a massa;
-Repetir o procedimento anterior com a gasolina.
Questões pós-laboratório
1- Por que a água extrai o álcool da gasolina?
2- Que tipo de mistura formou quando adicionamos a água à gasolina? Por que isso acontece?
3- Calcule a densidade dos líquidos.
Referências Bibliográficas
- Livro do Ricardo Feltre
- Livro do Sardela
- Livro do Tito Miragaia e Eduardo Canto e outros

Aula 03- 1º Ano- Fenômenos Físicos e Fenômenos Químicos

Roteiro de Aula Prática de Química- Aula 03
1º Ano

Tema: Fenômenos Físicos e Fenômenos Químicos
Objetivos:
- Realizar alguns fenômenos descritos;
- Observar e compreender os fenômenos químicos.
Materiais e Métodos:
1º Experimento – Formação da ferrugem
- Numerar dois tubos de ensaio, previamente colados com cola branca;
- Coloca-se a palha de aço seca até a metade do tubo de ensaio 1;
- Repetir o procedimento anterior no tubo 2, estando a palha de aço umedecida;
- Mergulhar os tubos no béquer contendo um pouco de água;
- Deixar em repouso por meia hora, observar e anotar o resultado.
2º Experimento – Obtenção do hidrogênio
- Colocar alguns pedaços de papel alumínio em um tubo de ensaio;
- Acrescentar 5 gotas de hidróxido de sódio e tampar imediatamente o tubo de ensaio com o dedo polegar;
- Observar por alguns instantes os acontecimentos e anotar;
- Liberar o gás próximo às chamas da vela e anotar o que acontece.
3º Experimento – Perda de água de hidratação
- Adicione uma pequena porção de CuSO4.5H2O( sulfato de cobre penta hidratado) a um tubo de ensaio;
- Aqueça o sistema de bico de gás. Aos primeiros sinais de transformação apague a chama e observe o sistema .
- Após o esfriamento, adicione 2 ou 3 gotas de água destilada ao tubo e observe.
Questões pós-laboratório:
1) Defina fenômeno físico e fenômeno químico.
2) No 1º experimento, como ficou o nível de água nos tubos? Por quê?
3) O que aconteceu no segundo experimento, com as chama da vela?
4) Qual experimento é fenômeno físico? Por quê?
Referência Bibliográfica
-Castelo Branco, Francisco Fábio. Práticas de Química- Fortaleza: Edições Demócrito Rocha, 2004.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Comunicado: Projeto Recibeni


Venha fazer parte do Projeto Recibeni.

* Você terá a oportunidade de interagir com outros alunos;

* Acrescentará essa experiência em seu Currículun Vitae;

* Colaborará com o ambiente reciclando materiais;

* e outros.
Para participar do Projeto basta querer e ter compromisso.
As oficinas acontecerão sempre no contra-turno.
Caso você se interesse, procure o Professor Célio ou a Professora Kilvia.

sábado, 28 de junho de 2008

Semana do Meio Ambiente

Confecção de cartazes, poesia, paródia, tarja represenntativa de sala.
Plantio